Arquivo PT SCMB CSG - Confraria de Santa Gertrudes

Constituição, organização e regulamentação Livro de registo de receita e despesa da Confraria de Santa Gertrudes, a Magna Livro de registo de receita e despesa da Confraria de Santa Gertrudes, a Magna
Original Objeto digital not accessible

Zona de identificação

Código de referência

PT SCMB CSG

Título

Confraria de Santa Gertrudes

Data(s)

  • 1799-11-15-1891 (Produção)

Nível de descrição

Arquivo

Dimensão e suporte

3 liv.
papel

Zona do contexto

Nome do produtor

(1790-1870)

História administrativa

O culto de Santa Gertrudes, a Magna (ou Gertrudes de Helfta), em Portugal, está profundamente ligado à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos e à difusão da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Fundação: A confraria foi estabelecida em maio de 1790, por iniciativa de José de Almeida Castelo Branco Bezerra, mesário da instituição.
Por vontade do seu fundador, o altar-mor da Igreja da Misericórdia foi reorganizado. A imagem de Santa Gertrudes foi colocada no Lado do Evangelho (à esquerda), enquanto a de Santa Isabel (Rainha de Portugal) ficou no Lado da Epístola (à direita).
Em Portugal, no final do século XVIII, a sua espiritualidade mística atraía tanto a aristocracia como o clero, funcionando como uma rede de solidariedade espiritual e social.
As confrarias ou irmandades, constituídas por leigos (confrades), registaram uma expansão significativa entre os séculos XVII e o início do XIX.
Embora Santa Gertrudes de Nivelles seja frequentemente invocada noutros contextos (como protetora contra pragas), a Santa Gertrudes Magna venerada em Barcelos é a monja beneditina alemã do século XIII. É considerada uma das maiores místicas da Idade Média e as suas obras são a base do culto ao Sagrado Coração de Jesus. Frequentemente aparece representada com um báculo (referente à sua vida monástica) e o Coração de Jesus no peito ou nas mãos, tal como na imagem que personalizámos.
Estas confrarias funcionavam como redes de solidariedade espiritual e social, sustentadas por doações e legados pios de devotos que procuravam assegurar o sufrágio das suas almas e a obtenção de indulgências.
A Confraria de Santa Gertrudes Magna (monja beneditina e mística alemã do século XIII) insere-se neste movimento, refletindo a crescente popularidade do culto à "Santa do Sagrado Coração" em Portugal no final do século XVIII, período em que a sua espiritualidade mística atraía a aristocracia e o clero.
A génese desta Confraria no seio da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos deve-se à iniciativa de José de Almeida Castelo Branco Bezerra, senhor da Quinta de Pereiró (S. Paio de Carvalhal) e, então, mesário da instituição.
O requerimento para a fundação foi apreciado em Mesa no dia 13 de maio de 1790, sob o provimento de Francisco Xavier Cordeiro da Nóbrega. A aprovação do pedido não apenas oficializou a devoção, mas também alterou a disposição iconográfica da Igreja da Misericórdia.
Iconografia e Espaço Sagrado
Por vontade do instituidor, a hierarquia do altar-mor foi reorganizada para acolher as novas devoções:
Lado do Evangelho (à esquerda): Imagem de Santa Gertrudes, a Magna.
Lado da Epístola (Direita): Imagem de Santa Isabel (Rainha de Portugal e figura central das Misericórdias).
Além de Barcelos, a presença de Santa Gertrudes em Portugal manifesta-se através de arte sacra e ordens religiosas:
Setúbal: Existe pintura atribuída a Bento Coelho da Silveira (século XVII) dedicada à santa na Rede de Museus Municipais.
Arouca: O Mosteiro de São Pedro e São Paulo de Arouca, de tradição cisterciense (ordem à qual a santa pertencia), mantém viva a herança espiritual cisterciense em Portugal.

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

O sistema de informação da Confraria de Santa Gertrudes reflete a atividade espiritual, assistencial e financeira da Confraria. É composto essencialmente por livros mistos de atas de reuniões da Mesa (acórdãos), livros de matrícula de irmãos, registos de receitas e despesas da tesouraria, bem como cumprimento de missas e sufrágios.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Documentação com reserva de posse e de consulta, sendo necessária autorização prévia por escrito do respectivo Provedor.

Condiçoes de reprodução

Documentação com reserva de posse e de consulta, sendo necessária autorização prévia por escrito do respectivo Provedor.

Idioma do material

  • português

Script do material

  • latim

Notas ao idioma e script

manuscrito

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Identificador(es) alternativo(s)

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Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Pontos de acesso de género

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Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

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Objeto digital (Referência) zona de direitos

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