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Coleção de Documentos em Destaque da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos
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As grades da Misericórdia. Assistência aos presos

As grades da Misericórdia. Assistência aos presos. A sexta obra de misericórdia corporal – “Visitar os presos” – convida-nos a dirigir o olhar para Cristo, o Senhor, que esteve preso na noite anterior à Sua crucifixão, e assim viveu amargamente a privação de sua liberdade enquanto aguardava um julgamento e uma condenação absolutamente injustos e iníquos. Então, vê-se, neste ato
de Jesus, um paradoxo, dado que, ao agir em total liberdade (Jo 10,18) ao entregar-se como um prisioneiro, liberta assim o homem do pecado.

LIVRO IX DAS PROVISÕES E MERCÊS

LIVRO IX DAS PROVISÕES E MERCÊS
Este mês, apresentamos um códice factício constituído por mercês e provisões concedidas à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Ora, um códice factício não é nada mais do que um volume formado pela união de obras ou documentos de caráter heterogéneo, da mesma ou de diferentes datas, agrupados com intenção de arquivamento temático.
Neste caso, temos uma série documental constituída pelas provisões régias emanadas pelo reino de Portugal, vejamos alguns exemplos:
1604-07-30 – Provisão régia para que a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos tenha os mesmos privilégios que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
1645-07-05 – Provisão de D. João IV para os irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos que forem desobedientes serem expulsos - "desavenças que deram grande escândalo por em tal noite não irem insígnias na procissão das Endoenças".
1710-01-21 – Provisão de D. João V em que autoriza a venda de umas casas para a obra do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Contém petição da Santa Casa.
1734-07-15 – Provisão de D. João V a determinar que nenhum escrivão ou irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos que deva dinheiro à Casa seja provedor. A Casa tinha quantias de dinheiro a juro, legadas por benfeitores, das quais alguns irmãos eram devedores.

O Financiamento da Obra Pia

Do real imposto na carne e no vinho para as obras novas do hospital por mais um ano.
Estamos em plena época barroca; em Portugal, reina D. João V (Lisboa, 22 de outubro de 1689 – Lisboa, 31 de julho de 1750), conhecido como "o Magnânimo". O seu reinado coincide com o apogeu do Barroco em Portugal e com a chegada massiva de ouro proveniente do Brasil, o que influenciou diretamente a administração do reino e o apoio a instituições como a Misericórdia de Barcelos.

Livro do movimento dos doentes do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos

LIVRO DO MOVIMENTO DOS DOENTES
DO HOSPITAL DA SCMB 1767-1778
Integrada no conjunto das 14 obras de Misericórdia espirituais e corporais, a assistência aos pobres e aos enfermos esteve presente, desde a sua fundação, na vida das Santas Casa da Misericórdia de Portugal.
Ora, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos tinha a seu cargo o Hospital da então Vila, sendo que os seus registos estão bem representados no espólio documental da instituição. O seu estudo configura, como expectável, um projeto individualizado, que identifique os enfermos, a sua proveniência, doenças, ritmos de entrada e tempos de hospitalização, taxas de mortalidade e de cura, entre muitas outras informações passíveis de extrair destes livros. E, tal como afirma Laurinda Abreu, com a criação das Misericórdias, a monarquia procurou não só garantir maior eficácia ao sistema de assistência pública como tentou controlá-lo.

LIVRO DOS ACÓRDÃOS E ELEIÇÕES DA SCMB 1584-1627

LIVRO DOS ACÓRDÃOS E ELEIÇÕES DA
SCMB 1584-1627
Há precisamente 438 anos, nesta Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, deu-se aquela que ficaria registada
como a mais antiga tomada de posse, estávamos no ano de 1585, a dois de julho.
Quando as misericórdias portuguesas foram fundadas no final do século XV, o reino de Portugal conhecia bem
as novas tendências da fé. À semelhança do que acontecia noutras regiões da Europa, existiam numerosas
confrarias, tanto em territórios rurais como urbanos.
Foram os leigos, muito mais do que os eclesiásticos, o motor das grandes mudanças religiosas tardo-medievais. Estes treze oficiais seriam mais tarde designados por “mesa”, devido ao facto de se reunirem em torno de uma mesa própria para os cabidos confraternais.

A ameaça da epidemia da colera de 1885

A ameaça da epidemia de cólera de 1885
Corria o ano de 1885 e uma ameaça invisível pairava sobre a fronteira: a cólera. Enquanto a epidemia "assolava o Reino vizinho" (Espanha), a Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos não esperou o primeiro caso para agir.
O Arquivo Leonor guarda o testemunho de um momento de grande tensão sanitária em 1885, quando a cólera — descrita nos documentos como o "terrível flagelo" — assolava o Reino vizinho (Espanha) e ameaçava cruzar a fronteira.

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