𝗦𝗮𝗯𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲...
A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal?
E que, a 12 de maio de 1520, através de um Alvará régio, D. Manuel I ordenou a união do hospital e da gafaria à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, cuja administração passaria a estar sob jurisdição dos oficiais da Misericórdia?
Na Idade Média, ser diagnosticado com lepra era um "bilhete de ida sem volta" para o isolamento. Em Barcelos, esse destino tinha um nome: a Gafaria de Santo André. Mas engana-se quem pensa que era um lugar de tristeza absoluta.
A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal. Estes locais eram estabelecimentos destinados ao isolamento e tratamento de doentes com lepra (gafos), uma patologia que, na Idade Média, carregava um pesado estigma religioso e social. A criação de gafarias fora das muralhas das cidades era uma prática comum para garantir o isolamento profilático e proteger a população saudável.
Situada fora da cidade, junto ao Rio Cávado, no lugar da Ordem, que ficava na estrada que ia da Fonte de Baixo para o Casal de Nil ou do Nique, junto à Ermida de Santo André. Uma localização estratégica por estar afastada do núcleo urbano principal, mas próxima o suficiente para receber esmolas e apoio da comunidade.
A Gafaria de Barcelos ganhou especial relevância sob o patrocínio da Casa de Bragança. D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança e 8.º Conde de Barcelos (1377–1461), demonstrou particular interesse na assistência aos desvalidos.