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A ameaça da epidemia da colera de 1885

A ameaça da epidemia de cólera de 1885
Corria o ano de 1885 e uma ameaça invisível pairava sobre a fronteira: a cólera. Enquanto a epidemia "assolava o Reino vizinho" (Espanha), a Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos não esperou o primeiro caso para agir.
O Arquivo Leonor guarda o testemunho de um momento de grande tensão sanitária em 1885, quando a cólera — descrita nos documentos como o "terrível flagelo" — assolava o Reino vizinho (Espanha) e ameaçava cruzar a fronteira.

A Gafaria de Barcelos

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A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal?
E que, a 12 de maio de 1520, através de um Alvará régio, D. Manuel I ordenou a união do hospital e da gafaria à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, cuja administração passaria a estar sob jurisdição dos oficiais da Misericórdia?
Na Idade Média, ser diagnosticado com lepra era um "bilhete de ida sem volta" para o isolamento. Em Barcelos, esse destino tinha um nome: a Gafaria de Santo André. Mas engana-se quem pensa que era um lugar de tristeza absoluta.
A Gafaria de Barcelos é um marco fundamental na história da assistência social e da saúde pública medieval em Portugal. Estes locais eram estabelecimentos destinados ao isolamento e tratamento de doentes com lepra (gafos), uma patologia que, na Idade Média, carregava um pesado estigma religioso e social. A criação de gafarias fora das muralhas das cidades era uma prática comum para garantir o isolamento profilático e proteger a população saudável.
Situada fora da cidade, junto ao Rio Cávado, no lugar da Ordem, que ficava na estrada que ia da Fonte de Baixo para o Casal de Nil ou do Nique, junto à Ermida de Santo André. Uma localização estratégica por estar afastada do núcleo urbano principal, mas próxima o suficiente para receber esmolas e apoio da comunidade.
A Gafaria de Barcelos ganhou especial relevância sob o patrocínio da Casa de Bragança. D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança e 8.º Conde de Barcelos (1377–1461), demonstrou particular interesse na assistência aos desvalidos.

As grades da Misericórdia. Assistência aos presos

As grades da Misericórdia. Assistência aos presos. A sexta obra de misericórdia corporal – “Visitar os presos” – convida-nos a dirigir o olhar para Cristo, o Senhor, que esteve preso na noite anterior à Sua crucifixão, e assim viveu amargamente a privação de sua liberdade enquanto aguardava um julgamento e uma condenação absolutamente injustos e iníquos. Então, vê-se, neste ato
de Jesus, um paradoxo, dado que, ao agir em total liberdade (Jo 10,18) ao entregar-se como um prisioneiro, liberta assim o homem do pecado.

[Caderno do recibo e despesa da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos 1827-1828]

Registo contabilístico (livro de receitas e despesas) pertencente ao arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. O registo abrange principalmente os anos de 1827 e 1828.
Juros de Capitais: Pagamentos de juros efetuados por diversos indivíduos à Misericórdia.
Foros: rendas anuais de propriedades pertencentes à instituição.
Legados e Esmolas: Donativos deixados em testamento ou para sufrágio de almas.
As despesas detalham o funcionamento quotidiano do Hospital e da instituição, incluindo:Alimentação: Compra de carne, galinhas, peixe (lampreia), pão e castanhas para os doentes e pessoal. Saúde e Botica: Pagamentos a boticários e despesas com medicamentos. Salários e Serviços: Pagamentos a funcionários como o escrivão, o mestre pedreiro, o mestre carpinteiro (Constantino José), o marchante e o hospitaleiro. Manutenção: Gastos com papel, consertos, lavagem de roupa e lenha.

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